Libra Pedra da Sorte

Ágata

A ágata é uma variedade de calcedônia, ou seja, quartzo formado por cristais microscópicos, e reconhece-se pelas faixas concêntricas que atravessam a pedra. Essas listras podem ser brancas, acinzentadas, avermelhadas, castanhas, azuladas ou esverdeadas, e nascem das camadas minerais que se depositaram lentamente dentro de cavidades de rochas vulcânicas. Nenhuma ágata repete o desenho de outra, e é justamente esse traçado irregular que tornou a pedra tão apreciada em camafeus, contas e pequenos objetos de ornamento.

O nome vem do rio Achates, na Sicília, onde os gregos recolhiam os primeiros exemplares descritos por escrito. Desde então a ágata acompanha a história do artesanato mediterrâneo: os romanos gravavam nela selos e anéis, os artesãos alemães de Idar-Oberstein construíram uma cidade inteira em torno do seu corte e polimento, e hoje os grandes depósitos ficam no Brasil, no Uruguai, na Índia e em Madagascar. Boa parte das ágatas de cores muito vivas que se veem nas lojas foi tingida, prática antiga e legítima quando declarada.

Na tradição das pedras, a ágata é vista como uma companheira discreta, de energia lenta e constante, ao contrário de cristais tidos por mais intensos. Costuma ser usada junto ao corpo em pulseiras e anéis, ou simplesmente guardada no bolso, e a crença popular diz que quanto mais tempo se convive com ela, mais firme se torna o seu efeito. Cada subvariedade ganhou fama própria: a ágata de fogo pelos reflexos alaranjados, a ágata musgo pelos filamentos verdes que parecem plantas presas na pedra, a ágata de renda azul pela delicadeza das suas linhas.

Propriedades da pedra ágata

• Tradicionalmente considerada pedra de proteção, levada como amuleto contra o mau-olhado e a inveja.

• Acredita-se que ajude a enraizar a pessoa, dando-lhe a sensação de estar assente e segura.

• Segundo fontes antigas, favorece a coragem serena de quem precisa enfrentar decisões difíceis.

• Na crença popular, suaviza a timidez e facilita o convívio com pessoas novas.

• Diz-se que acalma a agitação noturna, e por isso é deixada perto da cama por quem dorme mal.

• A tradição atribui-lhe a capacidade de aliviar a tensão acumulada nos ombros e no pescoço.

• Antigos lapidários associavam-na ao equilíbrio do corpo e à recuperação da vitalidade.

• Acredita-se que ajude a olhar os fatos como eles são, sem exagerar o lado sombrio.

• Na tradição, era entregue a crianças inquietas, guardada no bolso durante o dia.

• Diz-se que ampara quem se deixa abalar facilmente pelo estado de espírito dos outros.

• As ágatas de tom vermelho eram, por tradição, ligadas à energia física e ao ânimo.

• Segundo velhas crenças, protege quem viaja e quem trabalha longe de casa.

• É tida como pedra de negociação, usada em anel por comerciantes que queriam fechar bons acordos.

• A variedade musgo era, por tradição, enterrada em hortas para favorecer a colheita.

• Por ser resistente e não temer a luz do sol, é considerada adequada ao uso diário.

A ágata simboliza estabilidade, paciência e a força de quem avança devagar mas sem recuar. Atrai sobretudo pessoas que procuram um amuleto sóbrio para o dia a dia, quem atravessa uma fase de nervos à flor da pele e quem gosta de pedras com desenho próprio. Por ser barata, resistente e fácil de encontrar, costuma ser a primeira pedra de muita gente. Os usos aqui descritos pertencem à tradição e às crenças populares e não substituem o acompanhamento médico.

Nível de dureza: 6.5 - 7

Estrutura química: SiO₂

Gravidade específica: 2.60 - 2.64

Chakras: Raiz, Sacral, Coração

Cuidados: Limpa-se com água morna e uma escova macia, secando bem depois. A luz do sol não o danifica.

Água marinha

A água-marinha é a variedade azul do berilo, a mesma família mineral da esmeralda. Deve a cor a vestígios de ferro presos na estrutura do cristal e apresenta-se em tons que vão do azul-esverdeado pálido ao azul intenso, sempre com grande transparência. O nome vem do latim aqua marina, água do mar, e descreve bem a impressão que a pedra dá quando lapidada: parece guardar luz líquida no interior. Ao contrário da esmeralda, costuma ser limpa por dentro, quase sem inclusões visíveis.

Ao contrário de muitas gemas, a água-marinha forma cristais prismáticos grandes e limpos, o que permite talhes generosos. O maior exemplar já encontrado, a água-marinha Marambaia, saiu de Minas Gerais em 1910 e pesava mais de trinta quilos. Brasil, Madagascar, Nigéria, Paquistão e Moçambique são hoje as fontes principais. No mercado convivem pedras naturais, exemplares aquecidos para uniformizar a cor e imitações de vidro azul, por isso vale conferir a procedência antes de comprar.

Marinheiros de vários povos levavam água-marinha a bordo, convencidos de que ela acalmava as tempestades e garantia o regresso a casa. Essa fama de pedra protetora de quem anda sobre o mar acompanhou-a até hoje. Na tradição, usa-se junto à garganta, em colar ou pingente, por se associar à palavra clara e à expressão dos sentimentos. É também uma das pedras de aniversário do mês de março e figura entre os presentes clássicos de bodas.

Propriedades da pedra água-marinha

• Considerada, por tradição, a pedra de quem viaja sobre a água e precisa de proteção na estrada.

• Acredita-se que ajude a falar com clareza diante de um grupo ou numa conversa difícil.

• Na crença popular, desfaz o nó na garganta de quem cala o que sente.

• Diz-se que refresca o ânimo em dias de irritação e calor interior.

• Fontes antigas associavam-na ao alívio de tensões acumuladas no pescoço e nos ombros.

• Tradicionalmente entregue a noivos, como promessa de entendimento duradouro.

• Segundo velhas crenças, favorece a serenidade de quem tem tendência a se precipitar.

• Tida como pedra da coragem tranquila, aquela que não precisa levantar a voz.

• Na tradição, ampara quem se sente insuficiente mesmo depois de fazer bem o seu trabalho.

• Acredita-se que apoie estudantes em época de provas, por ajudar a organizar o pensamento.

• Usada por quem quer reduzir hábitos difíceis de largar, segundo a crença popular.

• Diz-se que aproxima a pessoa da própria intuição sem lhe tirar o pé do chão.

• Fontes antigas recomendavam-na a quem cuida dos outros e se esquece de si.

• Na tradição, é deixada perto da cama por quem procura noites mais tranquilas.

• Textos antigos ligavam-na à leveza do humor e ao gosto por recomeçar.

A água-marinha simboliza calma, sinceridade e a coragem de dizer o que precisa ser dito. Procuram-na quem trabalha com a palavra, quem viaja muito e quem quer uma joia luminosa e discreta ao mesmo tempo. Por ser dura e transparente, resiste bem ao uso diário, desde que não fique horas seguidas ao sol. As aplicações mencionadas fazem parte da tradição e do folclore das pedras e não substituem a consulta a um profissional de saúde.

Nível de dureza: 7.5 - 8

Estrutura química: Be₃Al₂Si₆O₁₈

Gravidade específica: 2.68 - 2.74

Chakras: Garganta, Coração

Cuidados: Limpa-se com água morna e uma escova macia. Não o deixe muito tempo ao sol direto, a cor desbota.

Lápis lazúli

O lápis-lazúli não é um mineral, mas uma rocha: uma mistura em que a lazurita fornece o azul profundo, a pirita aparece como salpicos dourados e a calcita entra como veios brancos. Os exemplares mais valorizados têm azul intenso e uniforme, com pouca calcita e uma chuva discreta de pirita. O nome combina o latim lapis, pedra, com uma palavra persa para azul, e a própria cor ultramarina deve o seu nome ao fato de a pedra chegar à Europa vinda de além-mar.

As minas de Sar-e-Sang, no nordeste do Afeganistão, são exploradas há mais de seis mil anos e continuam a ser a fonte de referência. De lá saiu o azul da máscara de Tutancâmon, dos ornamentos sumérios de Ur e, séculos depois, o pigmento moído que os pintores do Renascimento reservavam para o manto da Virgem, mais caro que o ouro e cobrado à parte nos contratos. Chile e Rússia fornecem material adicional, geralmente com mais calcita e um azul mais claro.

É uma pedra porosa e relativamente macia, e a pirita que a povoa oxida em contato com a água. Por isso não deve ser lavada nem exposta a produtos de limpeza; basta um pano seco. Na tradição, é associada à palavra verdadeira e ao pensamento profundo, e usa-se sobretudo em colar, junto à garganta. Cuidado com as imitações: muita jaspe tingida e muita sodalita são vendidas com o nome de lápis.

Propriedades da pedra lápis-lazúli

• Tradicionalmente ligada à honestidade e à coragem de dizer a verdade.

• Acredita-se que ajude a organizar ideias confusas antes de expô-las.

• Na crença popular, apoia quem precisa falar em público sem se atrapalhar.

• Diz-se que ampara pessoas que engolem o que pensam para evitar conflito.

• Segundo fontes antigas, favorece a garganta em períodos de esforço vocal.

• Tida como pedra de estudo, usada por quem se dedica a assuntos difíceis.

• Na tradição, é considerada intensa demais para uso contínuo por pessoas sensíveis.

• Diz-se que ajuda a enxergar o que a pessoa vinha evitando reconhecer.

• Fontes antigas atribuíam-lhe apoio ao equilíbrio da pressão arterial.

• Acredita-se que acalme crianças com medo do escuro, guardada perto da cama.

• Tradicionalmente associada à autoridade serena de quem lidera sem gritar.

• Na crença popular, reduz a ansiedade de quem antecipa problemas.

• Velhos relatos ligavam-na à memória apurada de quem precisa reter muita informação.

• Segundo antigas fontes, apoia quem escreve e precisa encontrar a palavra certa.

• Segundo velhas crenças, protege de acordos desonestos e de promessas vazias.

O lápis-lazúli simboliza verdade, sabedoria e a dignidade do pensamento cuidado. Procuram-no professores, oradores, estudantes e quem simplesmente se encanta com o azul mais antigo da história da arte. Fica melhor em pendentes e brincos, onde sofre menos atrito que num anel. As aplicações mencionadas pertencem à tradição e ao folclore e não substituem o acompanhamento de um profissional de saúde.

Nível de dureza: 5 - 6

Estrutura química: (Na,Ca)₈(AlSiO₄)₆(SO₄,S,Cl)₂

Gravidade específica: 2.50 - 3.00

Chakras: Garganta, Terceiro olho

Cuidados: Não mergulhe em água, a pedra é porosa. Limpe com um pano macio e seco e mantenha longe do sol direto.

Coral

O coral usado em joalheria é o esqueleto calcário construído por colônias de pequenos animais marinhos. Não é mineral nem vegetal: é matéria orgânica formada por carbonato de cálcio, com pequenas quantidades de matéria proteica que lhe dão a cor. As tonalidades vão do branco leitoso ao rosa-pele, ao salmão e ao vermelho vivo, este último o mais cobiçado de todos. Cresce em ramos, e é por isso que muitas peças antigas conservam a forma natural do galho.

O coral vermelho do Mediterrâneo, pescado ao largo da Sardenha, da Sicília, da Córsega e da costa norte-africana, sustentou durante séculos oficinas inteiras em Torre del Greco, perto de Nápoles, que continua a ser a capital mundial do seu trabalho. Japão e Taiwan fornecem as variedades rosa e branca de águas profundas, entre elas o delicado coral pele de anjo. Como muitas espécies estão hoje protegidas, boa parte do coral do mercado é tingida, reconstituída ou simplesmente imitada em resina, e o comércio é regulado por acordos internacionais.

Por ser orgânico e macio, o coral exige cuidado real. Ácidos, perfumes, produtos de limpeza, suor e água quente atacam a superfície e apagam o brilho; deve ser limpo com pano seco e guardado longe de outras joias. Na tradição, é um dos amuletos mais antigos que se conhecem, especialmente ligado à infância, e no sul da Itália a mãozinha de coral vermelho continua a ser oferecida como proteção.

Propriedades da pedra coral

• Desde a Antiguidade, pendurado ao pescoço de bebês como amuleto de proteção.

• Na crença popular, o coral vermelho é o mais eficaz contra o mau-olhado.

• Acredita-se que traga serenidade ao ambiente doméstico.

• Diz-se que fortalece a reputação de alguém entre familiares e amigos.

• Segundo fontes antigas, favorece a circulação e o vigor de quem o usa.

• Tradicionalmente montado em prata ou cobre, metais tidos como parceiros do coral.

• Na tradição, ajuda quem tem dificuldade em manter a atenção numa só tarefa.

• Diz-se que ampara pessoas que se sentem sozinhas mesmo acompanhadas.

• Fontes antigas ligavam-no ao alívio de irritações da pele.

• Acredita-se que sustente quem atravessa uma gravidez ou o primeiro ano de maternidade.

• Considerado símbolo de vida e de renovação em culturas mediterrâneas.

• Na crença popular, agiliza o raciocínio e apoia a memória.

• Velhos relatos recomendavam-no a quem trabalha longe do mar e sente falta dele.

• Segundo antigas fontes, acompanha quem quer manter unida uma família dispersa.

• Segundo velhas crenças, acalma discussões dentro de casa.

O coral simboliza vida, proteção e o vínculo com quem se ama. É escolhido por famílias que mantêm a tradição de dar um amuleto às crianças, por quem gosta do vermelho quente numa joia clássica e por quem valoriza materiais vindos do mar. Vale preferir peças de origem declarada, por causa da proteção das espécies. Os empregos descritos pertencem à tradição e às crenças populares e não substituem consulta médica.

Nível de dureza: 3 - 4

Estrutura química: CaCO₃

Gravidade específica: 2.60 - 2.70

Chakras: Raiz, Sacral

Cuidados: Não mergulhe em água, a pedra é porosa. Limpe com um pano macio e seco e mantenha longe do sol direto.

Quartzo rosa

O quartzo rosa é uma das variedades mais suaves da família do quartzo. A cor, que vai do rosa quase branco ao rosa profundo, vem de fibras microscópicas de um mineral aparentado à dumortierita distribuídas por toda a massa. São essas mesmas fibras que deixam a pedra turva e leitosa, quase nunca transparente, e que às vezes produzem uma estrela de seis pontas quando o material é talhado em cabochão e observado sob luz direta.

Brasil, Madagascar, Namíbia, Índia e Dakota do Sul fornecem a maior parte do material. Cristais bem formados de quartzo rosa são raríssimos; quase sempre a pedra aparece em massas maciças dentro de pegmatitos, e é por isso que se vê tanta esfera, tanto coração e tão poucas pontas naturais. Uma limitação prática: o rosa desbota com a luz solar direta, e por isso convém guardar as peças longe da janela. Existe ainda um quartzo rosa cristalino, muito mais raro e de tom mais frio, que se forma em cristais pequenos.

Poucas pedras têm uma reputação tão firme quanto esta. Em praticamente todas as tradições modernas, o quartzo rosa é a pedra do afeto, entendido de forma ampla: o amor por outra pessoa, o cuidado com a família e, sobretudo, a reconciliação com o próprio jeito de ser. É comum encontrá-lo em corações polidos oferecidos como presente, e essa forma tornou-se quase um símbolo da pedra.

Propriedades da pedra quartzo rosa

• Conhecida na tradição como pedra do afeto e da reconciliação.

• Acredita-se que ajude quem tem dificuldade em olhar para si com gentileza.

• Na crença popular, ampara quem se recupera de uma separação.

• Diz-se que suaviza a mágoa antiga que ainda pesa sem motivo aparente.

• Segundo fontes antigas, acalma o coração agitado por preocupação.

• Tradicionalmente colocada no quarto do casal para favorecer o entendimento.

• Na tradição, é oferecida a quem sofre com ciúme ou insegurança.

• Diz-se que abre a pessoa ao convívio depois de um período de retraimento.

• Acredita-se que apoie o sono de quem adormece com a cabeça cheia.

• Fontes tradicionais ligam-na ao alívio de tensões que se manifestam no peito.

• Combinada com a ametista, forma uma dupla clássica de serenidade.

• Na crença popular, ajuda a aceitar elogios sem desconversar.

• Velhos relatos recomendavam-na a quem cuida de familiares e chega ao fim do dia exausto.

• Segundo antigas fontes, acompanha quem quer reatar uma amizade interrompida.

• Segundo velhas crenças, favorece a paciência de quem cuida de outra pessoa.

O quartzo rosa simboliza ternura, perdão e a delicadeza que não é fraqueza. É procurado por quem passa por um momento sensível, por quem quer cuidar melhor de si e por quem gosta de peças de cor suave em casa. Por ser dos cristais mais baratos, aparece em esferas grandes e peças decorativas de bom tamanho. Os usos citados pertencem à tradição e às crenças populares e não substituem orientação médica ou psicológica.

Nível de dureza: 7

Estrutura química: SiO₂

Gravidade específica: 2.65

Chakras: Coração

Cuidados: Limpa-se com água morna e uma escova macia. Não o deixe muito tempo ao sol direto, a cor desbota.

Turquesa

A turquesa é um fosfato de cobre e alumínio que se forma perto da superfície, em regiões áridas, quando águas ácidas percorrem rochas ricas em cobre. Daí o seu azul-celeste inconfundível, que puxa para o verde quando há ferro na mistura. Costuma vir atravessada por uma malha de veios castanhos ou pretos, a matriz, que é o resto da rocha onde a pedra cresceu e que faz de cada exemplar uma peça única.

O nome chegou até nós pelo francês pierre turquoise, pedra turca, não porque viesse da Turquia, mas porque as primeiras remessas persas entraram na Europa por rotas comerciais turcas. As minas de Nishapur, no Irã, produzem turquesa há mais de dois mil anos; o Egito extraía-a no Sinai desde o terceiro milênio antes da nossa era; e no sudoeste dos Estados Unidos os povos navajo, zuni e hopi criaram uma tradição de joalheria em prata e turquesa que continua viva e reconhecível à primeira vista.

É importante saber que a turquesa é macia e muito porosa. Absorve água, óleos, cosméticos e suor, e com isso muda de cor, esverdeia e pode até rachar. Nunca deve ser mergulhada nem exposta ao sol forte; limpa-se apenas com pano seco e macio. Boa parte da turquesa comercial é estabilizada com resina justamente para resistir ao uso, e existem muitas imitações tingidas no mercado, algumas feitas de howlita ou de magnesita.

Propriedades da pedra turquesa

• Levada como amuleto contra o mau-olhado em muitas culturas do Oriente e das Américas.

• Na crença popular, é a pedra dos viajantes, presa antigamente às rédeas dos cavalos.

• Acredita-se que acalme a inquietação e alivie a tensão nervosa.

• Diz-se que oferece consolo a quem atravessa um luto.

• Segundo fontes antigas, ampara quem sofreu um susto e precisa recuperar o eixo.

• Tida como pedra da amizade, oferecida como sinal de aliança sincera.

• Na tradição, é a pedra da conversa franca sobre as próprias necessidades.

• Diz-se que reduz atritos entre pessoas que convivem de perto.

• Fontes tradicionais ligavam-na ao equilíbrio da pressão arterial.

• Acredita-se que sustente quem se sente esgotado por excesso de trabalho.

• Tradicionalmente montada em prata, metal considerado o seu par natural.

• Na crença popular, mudanças de cor da pedra avisavam do estado de quem a usava.

• Velhos relatos recomendavam-na a quem trabalha em contato constante com o público.

• Segundo antigas fontes, acompanha quem retoma o trabalho depois de uma pausa longa.

• Segundo velhas crenças, favorece a serenidade de quem fala em nome de outros.

A turquesa simboliza paz, amizade e proteção no caminho. É escolhida por quem procura serenidade, por quem viaja muito e por quem aprecia joias de aspecto artesanal, com a marca visível da rocha de origem. Por ser delicada, pede uso consciente e deve ser a última peça a ser posta e a primeira a ser tirada. Os empregos aqui descritos pertencem à tradição e às crenças populares e não substituem orientação médica.

Nível de dureza: 5 - 6

Estrutura química: CuAl₆(PO₄)₄(OH)₈·5H₂O

Gravidade específica: 2.31 - 2.84

Chakras: Garganta, Coração, Terceiro olho

Cuidados: Não mergulhe em água, a pedra é porosa. Limpe com um pano macio e seco e mantenha longe do sol direto.

Jade

Sob o nome jade escondem-se dois minerais distintos. A jadeíta, mais rara e mais dura, produz o verde translúcido do jade imperial, encontrado sobretudo em Mianmar. A nefrita, mais comum e ligeiramente mais tenaz, dá os verdes profundos e leitosos que a China trabalha há mais de cinco mil anos. Ambas aparecem também em branco, creme, amarelo, castanho, preto e lavanda, e ambas resistem notavelmente bem a impactos graças à sua estrutura fibrosa entrelaçada, o que permitiu que fossem usadas como ferramentas antes de serem joias.

O nome vem do espanhol piedra de ijada, pedra do flanco, dado pelos colonizadores ao verem povos mesoamericanos usarem a pedra contra dores nessa região do corpo; a expressão latina lapis nephriticus, de onde vem nefrita, tem a mesma origem. Na China, o jade sempre valeu mais que o ouro e representava as virtudes da pessoa íntegra, com um vocabulário próprio para descrever cada tonalidade. Nas culturas maia e asteca, era material de máscaras funerárias e de objetos rituais, e na Nova Zelândia os maori talham nele os pendentes pounamu.

Por não temer água nem sol e por ser difícil de quebrar, o jade é uma das pedras mais confortáveis para uso diário. Na tradição, é associado à moderação e ao equilíbrio, e é comum manter uma peça polida na mão, onde aquece rapidamente. O bracelete inteiriço, cortado de um único bloco, continua a ser a peça mais desejada no Extremo Oriente.

Propriedades da pedra jade

• Tradicionalmente considerado pedra da moderação, que refreia reações exageradas.

• Acredita-se que traga calma a quem se deixa dominar pela ansiedade.

• Na crença popular, aquece na mão e transmite uma sensação de amparo.

• Diz-se que dá coragem serena, sem impulsividade.

• Segundo fontes antigas, é a pedra da justiça e da honestidade consigo mesmo.

• Tido como amuleto que protege do orgulho depois de um sucesso.

• Na tradição, apoia quem precisa de concentração em trabalhos longos.

• Diz-se que ajuda a decidir sem se deixar levar pela emoção do momento.

• Textos antigos ligavam a nefrita ao conforto da região dos rins e das costas.

• Velhos relatos populares associavam-no também ao bem-estar dos dentes.

• Tradicionalmente recomendado a professores, advogados e a quem fala em público.

• Na crença popular, atrai boa sorte quando dado de presente, nunca comprado para si.

• Segundo antigas fontes, acompanha quem quer manter a calma dentro de casa.

• Velhos relatos ligavam-no à prosperidade discreta, aquela que cresce sem alarde.

• Segundo velhas crenças, acompanha a pessoa a vida toda e guarda a sua história.

O jade simboliza equilíbrio, integridade e a serenidade de quem não precisa se provar. Procuram-no pessoas de temperamento intenso que buscam calma, quem valoriza a tradição milenar da pedra e quem quer uma joia resistente para todos os dias. Vale atenção ao comprar: muito jade do mercado é tingido ou tratado com resina. As indicações aqui descritas pertencem à tradição e às crenças populares e não substituem consulta médica.

Nível de dureza: 6 - 7

Estrutura química: NaAlSi₂O₆ / Ca₂(Mg,Fe)₅Si₈O₂₂(OH)₂

Gravidade específica: 2.90 - 3.38

Chakras: Coração

Cuidados: Limpa-se com água morna e uma escova macia, secando bem depois. A luz do sol não o danifica.