A ágata é uma variedade de calcedônia, ou seja, quartzo formado por cristais microscópicos, e reconhece-se pelas faixas concêntricas que atravessam a pedra. Essas listras podem ser brancas, acinzentadas, avermelhadas, castanhas, azuladas ou esverdeadas, e nascem das camadas minerais que se depositaram lentamente dentro de cavidades de rochas vulcânicas. Nenhuma ágata repete o desenho de outra, e é justamente esse traçado irregular que tornou a pedra tão apreciada em camafeus, contas e pequenos objetos de ornamento.
O nome vem do rio Achates, na Sicília, onde os gregos recolhiam os primeiros exemplares descritos por escrito. Desde então a ágata acompanha a história do artesanato mediterrâneo: os romanos gravavam nela selos e anéis, os artesãos alemães de Idar-Oberstein construíram uma cidade inteira em torno do seu corte e polimento, e hoje os grandes depósitos ficam no Brasil, no Uruguai, na Índia e em Madagascar. Boa parte das ágatas de cores muito vivas que se veem nas lojas foi tingida, prática antiga e legítima quando declarada.
Na tradição das pedras, a ágata é vista como uma companheira discreta, de energia lenta e constante, ao contrário de cristais tidos por mais intensos. Costuma ser usada junto ao corpo em pulseiras e anéis, ou simplesmente guardada no bolso, e a crença popular diz que quanto mais tempo se convive com ela, mais firme se torna o seu efeito. Cada subvariedade ganhou fama própria: a ágata de fogo pelos reflexos alaranjados, a ágata musgo pelos filamentos verdes que parecem plantas presas na pedra, a ágata de renda azul pela delicadeza das suas linhas.
Propriedades da pedra ágata
• Tradicionalmente considerada pedra de proteção, levada como amuleto contra o mau-olhado e a inveja.
• Acredita-se que ajude a enraizar a pessoa, dando-lhe a sensação de estar assente e segura.
• Segundo fontes antigas, favorece a coragem serena de quem precisa enfrentar decisões difíceis.
• Na crença popular, suaviza a timidez e facilita o convívio com pessoas novas.
• Diz-se que acalma a agitação noturna, e por isso é deixada perto da cama por quem dorme mal.
• A tradição atribui-lhe a capacidade de aliviar a tensão acumulada nos ombros e no pescoço.
• Antigos lapidários associavam-na ao equilíbrio do corpo e à recuperação da vitalidade.
• Acredita-se que ajude a olhar os fatos como eles são, sem exagerar o lado sombrio.
• Na tradição, era entregue a crianças inquietas, guardada no bolso durante o dia.
• Diz-se que ampara quem se deixa abalar facilmente pelo estado de espírito dos outros.
• As ágatas de tom vermelho eram, por tradição, ligadas à energia física e ao ânimo.
• Segundo velhas crenças, protege quem viaja e quem trabalha longe de casa.
• É tida como pedra de negociação, usada em anel por comerciantes que queriam fechar bons acordos.
• A variedade musgo era, por tradição, enterrada em hortas para favorecer a colheita.
• Por ser resistente e não temer a luz do sol, é considerada adequada ao uso diário.
A ágata simboliza estabilidade, paciência e a força de quem avança devagar mas sem recuar. Atrai sobretudo pessoas que procuram um amuleto sóbrio para o dia a dia, quem atravessa uma fase de nervos à flor da pele e quem gosta de pedras com desenho próprio. Por ser barata, resistente e fácil de encontrar, costuma ser a primeira pedra de muita gente. Os usos aqui descritos pertencem à tradição e às crenças populares e não substituem o acompanhamento médico.
Nível de dureza: 6.5 - 7
Estrutura química: SiO₂
Gravidade específica: 2.60 - 2.64
Chakras: Raiz, Sacral, Coração
Cuidados: Limpa-se com água morna e uma escova macia, secando bem depois. A luz do sol não o danifica.
A ametista é a variedade roxa do quartzo e a mais valorizada de toda a família. A cor, que vai do lilás suave ao púrpura profundo quase preto, nasce de vestígios de ferro submetidos à radiação natural do subsolo. Costuma crescer em drusas, aquelas cavidades forradas de pontas que se formam dentro de bolhas de lava antiga, e algumas dessas geodas brasileiras são altas o bastante para uma pessoa entrar de pé.
O nome vem do grego amethystos, que significa não embriagado. Os gregos acreditavam que uma taça talhada em ametista impedia quem bebia de perder o juízo, e por isso a pedra ficou associada à sobriedade e ao autodomínio. Durante séculos foi considerada tão preciosa quanto o rubi e figurava nos anéis de bispos e cardeais, até que as enormes jazidas do Brasil e do Uruguai, descobertas no século XIX, tornaram a ametista acessível a todos. Zâmbia, Bolívia, Índia e Madagascar completam hoje a lista de fontes importantes.
Um detalhe prático merece atenção: a cor roxa não gosta de sol. Exposta muitas horas à luz direta, a ametista desbota e não recupera o tom original, e por isso as peças grandes devem ficar longe da janela. Na tradição das pedras, ela é vista como um cristal sereno, ligado ao descanso e à clareza mental, e costuma ficar no quarto ou no local de estudo. Boa parte dos citrinos do mercado nasce de ametistas aquecidas, o que mostra como as duas pedras são próximas.
Propriedades da pedra ametista
• Na tradição, é colocada perto da cama por quem tem sono agitado e sonhos confusos.
• Acredita-se que ajude a acalmar a raiva antes que ela se transforme em palavra dura.
• Considerada, desde a Antiguidade, a pedra do autodomínio e da moderação.
• Diz-se que apoia quem tenta abandonar um hábito que já não lhe faz bem.
• Segundo velhas crenças, aclara o pensamento em momentos de indecisão.
• Fontes antigas associavam-na ao alívio da tensão que se instala na cabeça ao fim do dia.
• Na crença popular, protege o ambiente quando uma drusa é deixada na sala.
• Tida como pedra de meditação, segurada na mão durante períodos de silêncio.
• Acredita-se que ajude a manter a lucidez em discussões acaloradas.
• Tradicionalmente usada por quem estuda à noite e precisa de concentração.
• Diz-se que suaviza o luto e a saudade, oferecendo consolo sem pressa.
• Combinada com quartzo rosa, forma uma dupla tradicionalmente ligada ao equilíbrio dos afetos.
• Na crença popular, ampara quem trabalha com pessoas e absorve o clima do ambiente.
• Velhos relatos recomendavam-na a quem sofre com preocupação constante com o futuro.
• Segundo antigos lapidários, afasta pensamentos que voltam sempre sem trazer solução.
A ametista simboliza serenidade, lucidez e domínio sobre os próprios impulsos. É procurada por quem dorme mal, por quem quer moderar reações intensas e por quem gosta de manter uma pedra bonita à vista no ambiente de trabalho. É também a pedra de aniversário de fevereiro e uma das mais oferecidas como presente. O que aqui se descreve pertence à tradição e às crenças populares e não substitui orientação médica.
Nível de dureza: 7
Estrutura química: SiO₂
Gravidade específica: 2.65
Chakras: Terceiro olho, Coroa
Cuidados: Limpa-se com água morna e uma escova macia. Não o deixe muito tempo ao sol direto, a cor desbota.
O olho de tigre nasce de uma substituição lenta: fibras de um mineral azul chamado crocidolita são gradualmente ocupadas por sílica, que preserva o alinhamento original das fibras. Quando a pedra é cortada na direção certa e polida em cabochão, a luz corre por essas fibras e desenha uma faixa brilhante e móvel, o efeito conhecido como chatoyance, ou olho de gato. O ferro oxidado dá o dourado quente característico; quando o azul original se mantém, a pedra chama-se olho de falcão, e a variedade avermelhada é obtida por aquecimento.
A África do Sul, sobretudo a região do Cabo Norte, fornece a maior parte do material do mundo, seguida pela Austrália, Índia, Namíbia e Brasil. Legionários romanos levavam placas gravadas em olho de tigre para a batalha, convencidos de que a pedra devolvia o olhar de quem quisesse feri-los. Essa fama de amuleto atento atravessou os séculos praticamente intacta e explica por que a pedra continua tão presente em pulseiras masculinas.
Na tradição das pedras, o olho de tigre é tratado como pedra de foco e de coragem prática, mais ligada à ação do que à contemplação. Usa-se em anel, pulseira ou simplesmente no bolso, e é um dos materiais mais resistentes ao uso diário. Basta virar a peça na luz para ver a faixa brilhante mudar de lugar, sinal de que o corte foi bem orientado.
Propriedades da pedra olho de tigre
• Considerado, desde a Antiguidade, amuleto contra o mau-olhado e a inveja.
• Acredita-se que ajude a recuperar o rumo quando a vida parece sem direção.
• Na crença popular, dá firmeza a quem depende demais da aprovação alheia.
• Diz-se que reduz a teimosia e permite rever uma posição sem humilhação.
• Segundo fontes antigas, ampara quem sente o peito apertado em mudanças de tempo.
• Tido como pedra de quem empreende, guardada junto aos documentos de trabalho.
• Na tradição, favorece a coragem de encarar obstáculos em vez de contorná-los.
• Diz-se que acalma crianças que acordam com pesadelos.
• Fontes tradicionais ligam-no ao bom funcionamento do sistema digestivo.
• Acredita-se que ajude a ver uma situação como ela é, sem otimismo nem alarme.
• Tradicionalmente trocado entre pessoas que se querem bem, por ser pedra de afeto sereno.
• Velhos relatos recomendavam-no a quem precisa administrar dinheiro com cuidado.
• Na crença popular, apoia quem está prestes a fazer uma mudança grande de vida.
• Segundo antigas fontes, sustenta quem retoma os estudos depois de anos parado.
• Segundo velhas crenças, favorece o sono de quem tem a mente agitada à noite.
O olho de tigre simboliza atenção, independência e coragem sem alarde. Agrada a quem precisa de foco no trabalho, a quem quer um amuleto discreto de proteção e a quem aprecia o brilho sedoso que se move ao virar a mão. É barato, resistente e fácil de encontrar, o que o torna um dos primeiros da coleção de muita gente. As utilizações aqui descritas pertencem à tradição e às crenças populares e não substituem cuidados médicos.
Nível de dureza: 7
Estrutura química: SiO₂
Gravidade específica: 2.58 - 2.64
Chakras: Sacral, Plexo solar
Cuidados: Limpa-se com água morna e uma escova macia, secando bem depois. A luz do sol não o danifica.
A obsidiana é vidro vulcânico. Forma-se quando a lava rica em sílica esfria depressa demais para que os minerais tenham tempo de organizar cristais, e o resultado é uma massa homogênea, brilhante e sem estrutura interna. Quando parte, deixa superfícies curvas e bordas afiadíssimas, mais finas que qualquer lâmina de aço. A cor mais comum é o preto profundo, mas existem variedades mescladas de branco, a obsidiana floco de neve, e outras com reflexos dourados ou iridescentes, chamadas obsidiana arco-íris.
Foi um dos materiais mais valiosos da pré-história. Povos de todo o mundo talharam nela pontas de flecha, lâminas e espelhos, e o comércio de obsidiana permite hoje aos arqueólogos reconstruir rotas antigas, já que cada vulcão deixa uma assinatura química própria. Os astecas fizeram dela o material do espelho ritual de Tezcatlipoca e das lâminas cerimoniais. O nome vem de Obsius, um romano a quem Plínio atribuiu a descoberta da pedra na Etiópia. México, Estados Unidos, Islândia, Turquia e Armênia são fontes conhecidas.
Na tradição das pedras, a obsidiana tem fama de espelho: mostra o que a pessoa evita olhar. Por isso costuma ser descrita como uma pedra franca, útil mas exigente, usada por períodos curtos em vez de continuamente. Muitos preferem as esferas polidas, que reforçam essa ideia de superfície que devolve a imagem.
Propriedades da pedra obsidiana
• Tradicionalmente descrita como espelho interior, que revela o que se costuma esconder.
• Acredita-se que ajude a reconhecer a raiva em vez de deixá-la agir sozinha.
• Na crença popular, apoia quem quer encerrar um assunto antigo.
• Diz-se que dá firmeza a quem se sente exposto em ambientes hostis.
• Segundo fontes antigas, funciona como escudo contra intenções alheias.
• Tida como pedra de trabalho pessoal, mais indicada para períodos curtos de uso.
• Na tradição, é apoiada sobre o abdômen durante dez a trinta minutos de repouso.
• Diz-se que ajuda a descarregar a tensão elétrica acumulada no corpo.
• Fontes antigas associavam-na à limpeza do organismo.
• Acredita-se que traga clareza sobre relações que já não fazem sentido.
• A variedade floco de neve é considerada mais suave e adequada a iniciantes.
• Na crença popular, protege quem viaja de noite ou trabalha em turnos.
• Velhos relatos recomendavam-na a quem precisa cortar um hábito de uma vez.
• Segundo antigas fontes, ampara quem enfrenta uma conversa adiada há muito tempo.
• Segundo velhas crenças, ajuda a distinguir medo real de medo imaginado.
A obsidiana simboliza verdade, corte e a coragem de encarar o próprio reflexo. Costuma atrair quem passa por um processo de mudança, quem quer se livrar de um hábito antigo e quem aprecia o preto absoluto numa peça de brilho vítreo. Como o vidro, lasca com quedas, por isso convém guardá-la em pano macio. As utilizações aqui reunidas pertencem à tradição e às crenças populares e não substituem apoio médico ou psicológico.
Nível de dureza: 5 - 5.5
Estrutura química: SiO₂ (vidro vulcânico)
Gravidade específica: 2.35 - 2.60
Chakras: Raiz
Cuidados: Limpa-se com água morna e uma escova macia, secando bem depois. A luz do sol não o danifica.
O citrino é a variedade amarela do quartzo, com tons que vão do amarelo-limão pálido ao mel, ao âmbar e ao castanho-alaranjado. A cor deve-se a vestígios de ferro na estrutura do cristal. O nome vem do francês citron, limão, e fixou-se no século XVI, quando a pedra começou a aparecer com regularidade na joalheria europeia. Na joalheria art déco dos anos vinte e trinta, grandes citrinos lapidados foram moda em anéis e broches.
Convém saber uma coisa: o citrino natural é raro. A maior parte do que se vende, sobretudo as pedras de laranja intenso com base esbranquiçada, é ametista ou quartzo fumê tratado com calor, prática antiga, aceita no comércio e que não torna a pedra falsa, apenas modificada. Os exemplares naturais, de amarelo mais discreto, vêm sobretudo do Brasil, da Bolívia, de Madagascar e da Rússia. Como todo quartzo colorido, o citrino desbota se ficar muitas horas ao sol, por isso não deve ser deixado na janela.
Na tradição, o citrino ficou conhecido como pedra do comerciante. Havia o costume de guardar um exemplar na caixa registradora ou na gaveta do dinheiro, hábito que sobrevive em muitas lojas até hoje e que explica boa parte da sua fama. Diferente de outros cristais, é descrito nas fontes tradicionais como uma pedra que não acumula peso e por isso quase não pede limpeza.
Propriedades da pedra citrino
• Tradicionalmente guardado junto ao dinheiro, por associação com a prosperidade.
• Acredita-se que apoie quem inicia um negócio ou muda de profissão.
• Na crença popular, levanta o ânimo em dias cinzentos.
• Diz-se que ajuda a sair de um estado de desânimo prolongado.
• Segundo fontes antigas, fortalece a confiança de quem se subestima.
• Tido como pedra que dissipa o mau humor sem o acumular, ao contrário de outros cristais.
• Na tradição, é usado em pendente com a ponta voltada para baixo.
• Diz-se que aguça a clareza mental de quem precisa apresentar uma ideia.
• Fontes tradicionais associavam-no ao bom funcionamento da digestão.
• Acredita-se que ajude a agir em vez de adiar.
• Na crença popular, torna a conversa mais leve em ambientes tensos.
• Tradicionalmente colocado em salas de espera e escritórios, pela cor calorosa.
• Velhos relatos recomendavam-no a quem precisa pedir aumento ou negociar um preço.
• Segundo antigas fontes, acompanha quem quer aprender a receber sem se sentir em dívida.
• Segundo velhas crenças, ampara quem trabalha com público e precisa de bom humor constante.
O citrino simboliza abundância, alegria e a energia de quem se atira ao trabalho com gosto. É escolhido por comerciantes, por quem começa um projeto e por quem quer uma pedra de cor quente que ilumine um canto da casa. É também a pedra de aniversário de novembro, dividida com o topázio. As indicações aqui reunidas pertencem à tradição e às crenças populares e não substituem aconselhamento médico.
Nível de dureza: 7
Estrutura química: SiO₂
Gravidade específica: 2.65
Chakras: Sacral, Plexo solar
Cuidados: Limpa-se com água morna e uma escova macia. Não o deixe muito tempo ao sol direto, a cor desbota.
O topázio é um silicato de alumínio com flúor, notavelmente duro e capaz de formar cristais prismáticos grandes e límpidos. Aparece incolor, amarelo, laranja, castanho, rosa, avermelhado e azul, e o azul comercial resulta quase sempre de irradiação e aquecimento de pedras originalmente incolores. O nome pode vir da ilha de Topazos, no mar Vermelho, ou do sânscrito tapas, fogo, e durante muito tempo qualquer gema amarela era chamada de topázio, o que explica confusões antigas com o citrino.
O topázio imperial, de cor laranja-avermelhada, é a variedade mais rara e sai quase exclusivamente da região de Ouro Preto, em Minas Gerais. O Brasil produziu também alguns dos maiores cristais de gema já registrados, com centenas de quilos, e a Rússia, o Paquistão, a Nigéria e o Sri Lanka completam a lista de fontes. Apesar da dureza elevada, o topázio tem clivagem perfeita numa direção, o que significa que se parte com limpeza se receber uma pancada no ângulo errado; é preciso cuidado com anéis de uso diário.
Na tradição das pedras, o topázio é associado à mente lúcida e à autoridade tranquila. Antigos lapidários descreviam-no como pedra de proteção contra a injustiça e recomendavam-no a quem precisava manter a cabeça fria em situações delicadas. Alguns topázios rosados perdem intensidade com o tempo, e por isso convém guardá-los ao abrigo da luz forte.
Propriedades da pedra topázio
• Tradicionalmente considerado amuleto contra a injustiça e o abuso de poder.
• Acredita-se que dê lucidez em situações de risco ou de decisão urgente.
• Na crença popular, foi usado durante séculos como proteção em tempos de epidemia.
• Diz-se que reforça o raciocínio e a capacidade de argumentar.
• Segundo fontes antigas, está ligado à saúde dos olhos e à visão clara.
• Tido como pedra de generosidade, associada a quem dá sem calcular.
• Na tradição, o topázio incolor é usado em meditação por causa da sua transparência.
• Diz-se que ajuda a reconhecer o próprio valor sem arrogância.
• Fontes tradicionais ligavam-no à resistência do corpo em épocas de desgaste.
• Acredita-se que o topázio azul favoreça a expressão calma e precisa.
• Na crença popular, o topázio dourado atrai reconhecimento no trabalho.
• Tradicionalmente oferecido em comemorações de longa duração, como aniversários de casamento.
• Velhos relatos recomendavam-no a quem precisa defender uma posição diante de superiores.
• Segundo antigas fontes, acompanha quem assume responsabilidade por outras pessoas.
• Segundo velhas crenças, protege viajantes de acidentes e imprevistos.
O topázio simboliza clareza, retidão e a serenidade de quem sabe onde está. Atrai quem ocupa posições de responsabilidade, quem procura uma gema resistente e luminosa e quem aprecia pedras de talhe apurado. É a pedra tradicional do mês de novembro e um presente clássico em datas de conquista. As aplicações mencionadas pertencem à tradição e às crenças populares e não substituem cuidados médicos.
Nível de dureza: 8
Estrutura química: Al₂SiO₄(F,OH)₂
Gravidade específica: 3.49 - 3.57
Chakras: Plexo solar, Garganta
Cuidados: Limpa-se com água morna e uma escova macia. Não o deixe muito tempo ao sol direto, a cor desbota.
A turquesa é um fosfato de cobre e alumínio que se forma perto da superfície, em regiões áridas, quando águas ácidas percorrem rochas ricas em cobre. Daí o seu azul-celeste inconfundível, que puxa para o verde quando há ferro na mistura. Costuma vir atravessada por uma malha de veios castanhos ou pretos, a matriz, que é o resto da rocha onde a pedra cresceu e que faz de cada exemplar uma peça única.
O nome chegou até nós pelo francês pierre turquoise, pedra turca, não porque viesse da Turquia, mas porque as primeiras remessas persas entraram na Europa por rotas comerciais turcas. As minas de Nishapur, no Irã, produzem turquesa há mais de dois mil anos; o Egito extraía-a no Sinai desde o terceiro milênio antes da nossa era; e no sudoeste dos Estados Unidos os povos navajo, zuni e hopi criaram uma tradição de joalheria em prata e turquesa que continua viva e reconhecível à primeira vista.
É importante saber que a turquesa é macia e muito porosa. Absorve água, óleos, cosméticos e suor, e com isso muda de cor, esverdeia e pode até rachar. Nunca deve ser mergulhada nem exposta ao sol forte; limpa-se apenas com pano seco e macio. Boa parte da turquesa comercial é estabilizada com resina justamente para resistir ao uso, e existem muitas imitações tingidas no mercado, algumas feitas de howlita ou de magnesita.
Propriedades da pedra turquesa
• Levada como amuleto contra o mau-olhado em muitas culturas do Oriente e das Américas.
• Na crença popular, é a pedra dos viajantes, presa antigamente às rédeas dos cavalos.
• Acredita-se que acalme a inquietação e alivie a tensão nervosa.
• Diz-se que oferece consolo a quem atravessa um luto.
• Segundo fontes antigas, ampara quem sofreu um susto e precisa recuperar o eixo.
• Tida como pedra da amizade, oferecida como sinal de aliança sincera.
• Na tradição, é a pedra da conversa franca sobre as próprias necessidades.
• Diz-se que reduz atritos entre pessoas que convivem de perto.
• Fontes tradicionais ligavam-na ao equilíbrio da pressão arterial.
• Acredita-se que sustente quem se sente esgotado por excesso de trabalho.
• Tradicionalmente montada em prata, metal considerado o seu par natural.
• Na crença popular, mudanças de cor da pedra avisavam do estado de quem a usava.
• Velhos relatos recomendavam-na a quem trabalha em contato constante com o público.
• Segundo antigas fontes, acompanha quem retoma o trabalho depois de uma pausa longa.
• Segundo velhas crenças, favorece a serenidade de quem fala em nome de outros.
A turquesa simboliza paz, amizade e proteção no caminho. É escolhida por quem procura serenidade, por quem viaja muito e por quem aprecia joias de aspecto artesanal, com a marca visível da rocha de origem. Por ser delicada, pede uso consciente e deve ser a última peça a ser posta e a primeira a ser tirada. Os empregos aqui descritos pertencem à tradição e às crenças populares e não substituem orientação médica.
Nível de dureza: 5 - 6
Estrutura química: CuAl₆(PO₄)₄(OH)₈·5H₂O
Gravidade específica: 2.31 - 2.84
Chakras: Garganta, Coração, Terceiro olho
Cuidados: Não mergulhe em água, a pedra é porosa. Limpe com um pano macio e seco e mantenha longe do sol direto.
Sob o nome jade escondem-se dois minerais distintos. A jadeíta, mais rara e mais dura, produz o verde translúcido do jade imperial, encontrado sobretudo em Mianmar. A nefrita, mais comum e ligeiramente mais tenaz, dá os verdes profundos e leitosos que a China trabalha há mais de cinco mil anos. Ambas aparecem também em branco, creme, amarelo, castanho, preto e lavanda, e ambas resistem notavelmente bem a impactos graças à sua estrutura fibrosa entrelaçada, o que permitiu que fossem usadas como ferramentas antes de serem joias.
O nome vem do espanhol piedra de ijada, pedra do flanco, dado pelos colonizadores ao verem povos mesoamericanos usarem a pedra contra dores nessa região do corpo; a expressão latina lapis nephriticus, de onde vem nefrita, tem a mesma origem. Na China, o jade sempre valeu mais que o ouro e representava as virtudes da pessoa íntegra, com um vocabulário próprio para descrever cada tonalidade. Nas culturas maia e asteca, era material de máscaras funerárias e de objetos rituais, e na Nova Zelândia os maori talham nele os pendentes pounamu.
Por não temer água nem sol e por ser difícil de quebrar, o jade é uma das pedras mais confortáveis para uso diário. Na tradição, é associado à moderação e ao equilíbrio, e é comum manter uma peça polida na mão, onde aquece rapidamente. O bracelete inteiriço, cortado de um único bloco, continua a ser a peça mais desejada no Extremo Oriente.
Propriedades da pedra jade
• Tradicionalmente considerado pedra da moderação, que refreia reações exageradas.
• Acredita-se que traga calma a quem se deixa dominar pela ansiedade.
• Na crença popular, aquece na mão e transmite uma sensação de amparo.
• Diz-se que dá coragem serena, sem impulsividade.
• Segundo fontes antigas, é a pedra da justiça e da honestidade consigo mesmo.
• Tido como amuleto que protege do orgulho depois de um sucesso.
• Na tradição, apoia quem precisa de concentração em trabalhos longos.
• Diz-se que ajuda a decidir sem se deixar levar pela emoção do momento.
• Textos antigos ligavam a nefrita ao conforto da região dos rins e das costas.
• Velhos relatos populares associavam-no também ao bem-estar dos dentes.
• Tradicionalmente recomendado a professores, advogados e a quem fala em público.
• Na crença popular, atrai boa sorte quando dado de presente, nunca comprado para si.
• Segundo antigas fontes, acompanha quem quer manter a calma dentro de casa.
• Velhos relatos ligavam-no à prosperidade discreta, aquela que cresce sem alarde.
• Segundo velhas crenças, acompanha a pessoa a vida toda e guarda a sua história.
O jade simboliza equilíbrio, integridade e a serenidade de quem não precisa se provar. Procuram-no pessoas de temperamento intenso que buscam calma, quem valoriza a tradição milenar da pedra e quem quer uma joia resistente para todos os dias. Vale atenção ao comprar: muito jade do mercado é tingido ou tratado com resina. As indicações aqui descritas pertencem à tradição e às crenças populares e não substituem consulta médica.
Nível de dureza: 6 - 7
Estrutura química: NaAlSi₂O₆ / Ca₂(Mg,Fe)₅Si₈O₂₂(OH)₂
Gravidade específica: 2.90 - 3.38
Chakras: Coração
Cuidados: Limpa-se com água morna e uma escova macia, secando bem depois. A luz do sol não o danifica.

