Nada apressa um Boi: paciente e honesto, ele termina o que os outros largaram e quase nunca pede que alguém repare nisso.
O inverno está quase no fim, mas o trabalho pesado não: esse trecho sem glamour do ano pertence ao Boi, segundo dos doze e animal de terra da cabeça aos pés. Paciente, constante e praticamente impossível de apressar. Se sua data cai na segunda metade de janeiro ou logo no começo de fevereiro, confira quando caiu o Ano-Novo Lunar, porque talvez seu signo seja o que antecede o Boi.
Você fala o que pensa e prefere ser julgado pelo trabalho pronto do que pela boa primeira impressão. Há calor humano de sobra por baixo, mas você não foi feito para falar de sentimento, então o afeto aparece como presença: a carona na chuva, o conserto que ninguém pediu, a promessa mantida depois que deixou de ser conveniente.
Pontos fortes: Resistência é seu dom. Você continua muito depois que os apressados perderam o interesse, e o que constrói costuma durar: um ofício, uma casa, uma reputação, uma amizade de trinta anos. É honesto a ponto de ser seco, calmo enquanto os outros surtam, e a única pessoa que todo mundo sabe que não larga o que recebeu.
Desafios: Você detesta trocar um método que já funciona, mesmo com um melhor bem na sua frente. Em discussão, cala em vez de se explicar, o que soa como frieza, e carrega mágoa antiga por tempo demais. Como quase nunca diz não, acaba fazendo o serviço de dois e guardando o ressentimento sem comentar.
Trabalho e dinheiro: Áreas em que paciência vira lucro combinam com você: construção, terra e alimentação, engenharia, medicina, direito, contabilidade, qualquer projeto longo que precise chegar ao fim. Poupa de forma regular, tem horror a dívida e desconfia de promessa de retorno rápido. O ponto fraco é se vender; você espera ser notado em vez de pedir, e colega mais barulhento passa na sua frente.
Amor e compatibilidade: Demora a começar e é dificílimo de desgrudar depois de assumido. Gesto grandioso te deixa sem graça, então quem mede amor só em palavra pode se sentir mal alimentado ao seu lado. Escolha alguém que leia atitudes, e não deixe meses de irritação calada se acumularem, porque quando um Boi finalmente fala, pesa.
Melhores combinações: A convivência que mais custa é com a Cabra, que ocupa o ponto oposto ao seu entre os doze: a Cabra precisa de acolhimento e de espaço para mudar de ideia, enquanto você quer a decisão tomada e o serviço entregue. Tudo flui melhor ao lado de uma Serpente ou de um Galo; a Serpente lê as pessoas por você, o Galo mantém o padrão tão alto quanto o seu. E o Rato, veloz onde você é lento, encaixa melhor com você do que os dois imaginariam.
Conselho: Levante o assunto chato cedo, antes que um incômodo pequeno endureça num ano de silêncio. Experimente um método novo por ano de propósito, mesmo com o antigo funcionando. E descanse sem culpa, porque força que nunca para é desgaste em câmera lenta.


